A Malásia é uma nação bem sucedida, porque o Islam é praticado juntamente com o conceito de wasatiyyah ou da moderação, disse o primeiro-ministro , Datuk Seri Najib Tun Razak.

Najib disse que a mesma abordagem foi usada pelo Profeta Muhammad ﷺ (que a paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele) que, ao expandir a fé islâmica, cooperou com os não-muçulmanos.

“Estivemos praticando este conceito desde a independência há 55 anos. É por isso que a Malásia é uma nação progressista “, disse Razak em um encontro líderes religiosos islâmicos e membros do comitê das mesquitas.

O primeiro-ministro disse que, apesar de algumas críticas, o governo tem sido coerente na defesa do princípios da lei (sharia) islâmica. Ele disse que o governo está comprometido com a defesa da fé islâmica e seus ensinamentos, salientando que qualquer forma de ameaça ao Islam será combatido. “Qualquer coisa que vá contra a religião não será tolerada”, disse ele. Najib também lembrou que os ímans não devem violar a santidade das mesquitas, acrescentando que, como um lugar de culto, mesquitas não devem ser usadas como uma plataforma para incitar o ódio e dividir a Ummah, mas deve ser uma plataforma de união do povo muçulmano.

Ele acrescentou que as iniciativas de transformação do país promovidas por seu governo sempre estiveram em linha com a doutrina islâmica, para que os muçulmanos possam alcançar o progresso e o desenvolvimento. “Nós transformamos Malásia a partir de um país baseado em uma economia agrícola em uma economia que tem uma base industrial”, disse ele.

“Se continuarmos com o processo de transformação, a Malásia se tornará o primeiro país muçulmano a atingir o status de nação desenvolvida e de alta renda.”

Desde 1824 foi uma colônia do Reino Unido, e, entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pelo Japão. Em 1948 os britânicos formaram a Federação Malaia, que conseguiu a sua independência em 1957. A Malásia foi formada em 1963 quando as colônias britânicas de Sabah, Sarawak e Singapura entraram para a federação. Os primeiros anos do país foram marcados por esforços da Indonésia controlar a Malásia, reivindicações de Sabah pelas Filipinas e pela secessão de Singapura da federação em 1965. Nove dos 13 estados da Malásia têm um sultão ou um chefe de Estado hereditário; os restantes quatro têm governadores nomeados pelo rei.

A Malásia é uma sociedade multicultural, com malaios, chineses e indianos a compartilhar o país. Os malaios são a maior comunidade, atingindo 60% da população. Falam malaio (Bahasa Melayu) e são em grande parte responsáveis pela orientação política do país. Os chineses formam cerca de um quarto da população. Falam os dialetos hokkien/fukien, cantonês, hakka e teochew e têm uma história de domínio dos negócios do país. Os indianos formam cerca de 10% da população. São na maioria tamiles e telagus hindus do sul da Índia, falando tamil, telugu, malayalam e algum hindi, e vivem principalmente nas grandes cidades da costa ocidental da península. Também existe uma comunidade sikh de razoável tamanho.

O resto da população é composta por eurasiáticos, cambojanos, vietnamitas e tribos indígenas. A maioria dos eurasiáticos é cristã. Os eurasiáticos, de ascendência mestiça, portuguesa e malaia, falam um crioulo de base portuguesa chamado Papia Kristang. Outros eurasiáticos, de ascendência mestiça, malaia e espanhola, descendentes de emigrantes vindos das Filipinas, que vivem principalmente em Sabah, falam o único crioulo de base castelhana asiático, o Chavacano. Os cambojanos e os vietnamitas são principalmente budistas (os cambojanos da escola Theravada e os vietnamitas da escola Mahayana). O malaio é a língua oficial do país, mas o inglês é muito falado.

A maior tribo indígena em número são os Iban de Sarawak, cujo número sobe a mais de 600 000. Os Iban que ainda vivem em aldeias tradicionais na selva vivem em casas longas ao longo dos rios Rajang e Lupar e dos seus afluentes. Os Bidayuh (170 000) estão concentrados na parte sudoeste de Sarawak. A maior tribo indígena de Sabah é a dos Kadazan. São principalmente agricultores de subsistência cristãos. Os Orang Asli (140 000), ou povos aborígenes, incluem várias comunidades étnicas diferentes que vivem na Malásia Peninsular. 

O Islam é a maior religião da Malásia, com 70% dos malaios praticando o islam. Esta também é a religião oficial do estado. Todos os malaios na Malásia são reconhecidos oficialmente como muçulmanos. Apesar do Islam ser a religião oficial do estado, a constituição garante liberdade religiosa.

Outras religiões na Malásia incluem: budismo (19.2%, praticado principalmente por chineses), cristianismo (9.1%), hinduísmo (6.3%) e confucionismo, taoísmo ou outras religiões chinesas (2.6%). O restante pratica outras religiões ou nenhuma religião.

A economia malaia está crescendo em um ritmo acelerado e a renda per capita anual atinge os US$ 11 mil. O nível de desemprego é baixo e estimado em menos de 3%. O petróleo é o produto mais exportado, mas o país também exporta uma grande variedade de outros bens manufaturados, destacando-se os eletrônicos.